Finalmente, teremos acesso ao Kindle no Brasil. A notícia já é velha. Aliás, notícia esta que causou (e ainda causa) furor - positivos e negativos, claro.11/18/2009
LIVROS, TODOS ELES!
Finalmente, teremos acesso ao Kindle no Brasil. A notícia já é velha. Aliás, notícia esta que causou (e ainda causa) furor - positivos e negativos, claro.Euzinha, tecnóloga geek-freak-descontrol, fiquei entusiasmada. Inclusive, surfando na ressaca do anúncio, fui ainda além e até mostrei para vocês aqui outro objeto de desejo meu.
Fazer o quê?! Eu sou assim! Amo livro, amo papel, mas também amo tecnologia. E enquanto bibliotecária em pleno raiar do século 21, os três fazem parte de meu universo, inegavelmente.
Questionar se o nascimento da onda do Kindle (ou qualquer outro leitor eletrônico) é ou não a morte do livro impresso, para mim é algo muito parecido com discutir o sexo dos anjos, discutir política, discutir futebol: discute-se muito, infrutiferamente, sem chegar a conclusão alguma.
Como disse Jerome Vonk em seu artigo, O futuro do Livro ou o livro do futuro, “o assunto aqui é o futuro da leitura, e não o futuro do livro”. Concordo com ele em gênero número e grau! E ele explica o por quê: “os dois livros (as duas formas de leitura) podem e deverão conviver pacificamente, e é irrelevante discutir sobre isto”.
Ponto! E eu assino embaixo! Até mesmo porque eu quero mais é LER, seja papiro, livro, revista, jornal, carta, e-mail, Kindle, não importa!
E só para você ter uma idéia de quem fala tão lucidamente assim... Jerome Vonk é editor da Casa do Psicólogo, e não só lê compulsivamente como também cheira livros há mais de 40 anos. Pedir um de seus exemplares emprestados soa-lhe como total falta de educação e afronta pessoal.
Ói que onda?!
BOA SORTE!
Ontem estava assim... precisando me inspirar, sabe? E daí aproveitei a deixa de comprar um presente para a Marinovsky e dei um pulinho lá na Elvira Matilde.Ai gente... a coleção Verão 2010 tá uma coisa de doido! Tanta coisa linda e mimosa!
O tema desta vez é Boa Sorte e a designer Gabriela DeMarco traz nas estampas agora os amuletos da natureza.
Na modelagem diferente (característica da marca) em malhas de qualidade e tbm em tecidos, as divertidas estampas desta vez trazem grafanhotos... tartarugas... corujas... sapos... joaninhas... e até gatinhos... Todos eles considerados amuletos de bom agouro em alguma etinia.
Eu mesmo não resisti e, contra a minha política de só comprar nas liquidações, levei meu 'amuleto' para casa: um vestidinho cheio de gatinhos. Só para garantir, né?
Olha, vale à pena dar uma espiada, viu! Mas já aviso... resista se for capaz!
Eu não fui...
E acabou que o 'acunticido' me fez lembrar da música Boa Sorte da Vanessa da Matta. Eu adoro esta música e vai ela aqui, de trilha sonora para vocês. Xro...
11/15/2009
SWEET DREAMS IV...
De um e-mail tipo corrente fofo que recebi semana retrasada.
Se alguem souber a fonte, please me avise.
11/13/2009
DIA NACIONAL DA GENTILEZA
Como se gentileza tivesse que ter um dia institucionalizado para que a gente a praticasse, né?
Se não fosse triste, isso seria engraçado... ter um dia no calendário para ser gentil!
Pois é... nos dias de hoje, quando tem gente que confunde grosseria com defender seus direitos, infelizmente, temos sim que ter uma dia certo no ano, para praticar a gentileza.
Hoje, quando pessoas acham que nada tem a ver com grosseria fazer valer seu ponto de vista e sua opinião, não importando a do outro, de quem quer que seja.
Pois é... daí temos que ter um dia no ano sim, um dia apenas, para praticar o ouvir, pôr em prática aquele sentido que sempre ajuda a solucionar qualquer desavença.
Um dia no ano somente, para evitar julgamentos e ações precipitadas.
Só 24 horas no ano, para lembrar que nem sempre você pode estar completamente certo e que pedir desculpas sinceras não custa nada.
Um dia no ano... para ser solidário, e companheiro, demonstrando interesse, respeito e consideração pela opinião, sentimentos e a realidade do outro.
Um dia só, que seja, para compreender o outro, e não apenas 'ganhar', como se discussões, divergências e troca de opiniões fossem jogos.
Pois é... para mim, a gentileza é algo essencial e que exige uma prática constante e diária.
Agora, se nem assim a coisa rola, que a gente consiga ser gentil um com outro, pelo menos no dia de hoje, né? No dia nacional da gentileza.
So... Be kind!
Filosofado por Sora Soralina :: 3:06 PM 2 pitacos
Index :: Dia da Gentileza, Filosofia
11/12/2009
R. I. P.
Dying Lotus Flower Leaf in Fall, by Bahman Farzad
"Todos os dias morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição.
Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria do que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.
Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio ensurdecedor depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.
Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, feito Lee Harvey Oswald, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho-papão. Outros confessam sua culpa em altos brados, fazendo de penico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime, e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escrever livros de auto-ajuda com nomes paradoxais como O Amor Inteligente ou romances açucarados de banca de jornal, do tipo A Paixão Tem Olhos Azuis, difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações sem cicatrizes.
Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos.
Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão. Estes não querem ser sacrificados, e, à semelhança dos zumbis hollywoodianos, também se alimentam de cérebros humanos, definhando paulatinamente até se tornarem laranjas chupadas.
Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que recordarão até o fim de seus dias o sorriso daquela ruivinha da 4ª série, ou entre fãs que ainda suspiram em frente a um pôster do Elvis Presley (e, pior, da fase havaiana). Mas titubeio em dizer que isso possa ser classificado como amor (bah, isso não é amor; amor vivido só do pescoço pra cima não é amor).
Existem, por fim, os amores-fênix. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da TV ligada na mesa-redonda ao final do domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram - teimosos, e belos, e cegos, e intensos. Mas estes são raríssimos, e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. Mas não quero acreditar nisso.
Um dia vou colocar um anúncio, bem espalhafatoso, no jornal.
PROCURA-SE: AMOR-FÊNIX
(oferece-se generosa recompensa)"
"Pequeno Tratado sobre a Mortalidade do Amor",
texto de Alexandre Inagaki,
presente de migaminha Dalva hoje.
Thanks darling!
Filosofado por Sora Soralina :: 9:24 AM 0 pitacos
Index :: Copy-Paste, Crônicas
11/10/2009
OH MY, MY, MY...
Filosofado por Rubeolina E. F. :: 1:01 PM 0 pitacos
Index :: Alice no País das Maravilhas, Cine-Rapidinha
11/09/2009
MICROSOFT COURIER TABLET
Meu amigo Max fica de lá, me atiçando com estas coisinhas tecnológicas irresistivelmente desejáveis!
E eu fico aqui em cólicas, querendo... desejando...
Depois disso, quem disse que eu quero mais um netbook?!?
Nah... no way!
11/08/2009
SWEET DREAMS III...
De um e-mail tipo corrente fofo que recebi semana passada.
Se alguem souber a fonte, please me avise.
11/05/2009
LIVRO DA VEZ - "O CLUBE DO FILME"
Já deu pra percerber que eu estou aproveitando para pôr os pitacos dos livros que tenho lido em dia, né.Pois então... Este é outro livro que ganhei de Nani (de níver). E novamente ela acertou na mosca. Mira boa de quem te conhece bem e compartilha interesses. Neste caso, o cinema.
O Clube do Filme, também é um livro autobiográfico que conta a experiência de David Gilmour - crítico de cinema - ao lidar de maneira única com a crise existencial de seu filho adolescente.
Com 15 anos Jesse está num momento difícil, de impasse e desinteresse total por sua vida, quando o pai resolve propor que ele largue a escolar por um tempo. Jesse aceita sem pestanejar. David, sem saber exatamente o que estava fazendo, tinha apenas a certeza de que não queria afastar o filho de vez e lhe faz a seguinte proposta: ok, ele podia sim largar os estudos desde que ele continuasse a morar em casa, não se envolvesse com drogas e assistisse com ele a 3 filmes por semana.
A partir daí passam-se anos, crises, amores, idas, vindas, lágrimas, risos, uma lista de dezenas de filmes e você percebe lentamente o laço de pai e filho ir se estreitando e se tornando mais forte a cada filme assistido. Incrível notarmos isso, quando os próprios protagonistas não o percebem, a não ser quase no final do livro.
É delicioso também perceber que, de acordo com cada fase, momento, ânimo e humor de Jesse, David saca de sua lista os filmes adequados para ajudar o filho (e a si próprio) a lidar com o que está acontecendo.
O Clube do Filme é uma aula de compreensão, de amor incondicional e de cinema. Aliás, a vontade de assistir a toda a lista de filmes (e ela consta do livro) vistos por eles é enorme!!
Quem sabe não vira uma desafio?!
Bom... de qualquer forma fica aqui a dica: cinéfilos e/ou pais de plantão, vocês não podem perder!
Filosofado por Rubeolina E. F. :: 3:56 PM 6 pitacos
Index :: Cinema, Livro da Vez, Melhores Filmes
LIVRO DA VEZ - "JULIE & JULIA"
Sim, apesar de já ter mencionado o filme aqui, o que chegou às minhas mãos primeiro foi o livro (Thanks, Nani!).Eu simplesmente adorei! E ele me tocou exatamente porque aborda duas coisas que me são muito queridas: o escrever (mais especificamente o 'blogar') e a paixão pela cozinha. Gostei tanto que ele está todo marcado e riscado. Rsrs...
O livro é autobiográfico e fala basicamente da encruzilhada em que sem encontra Julie Powell, ao se dar conta de que ela está às vésperas de completar 30 anos, sem um emprego decente e ainda sofrendo a pressão da família e de seu médico para ter filhos. Em crise existencial e à beira de um ataque de nervos, Julie acha a solução ao dar de cara com uma relíquia na casa dos pais: uma edição de Mastering the Art of French Cooking (Dominando a Arte da Cozinha Francesa) de Julia Child, uma das primeiras mulheres a dominar os programas culinários da TV americana da década de 60, introduzindo sua audiência à culinária francesa.
Ao preparar a primeira receita do MtAoFC (apelido do livro dado por Julie) surge em sua mente, com a ajuda do marido, a idéia do projeto que a tiraria de sua crise: fazer as 524 receitas francesas do livro em um ano, e documentar a experiência em um blog. Isso sem nunca ter tido contato com nenhuma das duas coisas antes.
E já adianto... quem bloga e quem cozinha, irá se identificar com a experiência de Julie, seja como for. Julie extrai de experiências como quebrar ovos... tirar tutano de osso de boi... 'assassinar' lagostas... ou até mesmo lidar com o encanamento entupido por suas experiências, lições simples, mas valiosas (filosóficas até), e com as quais eu me identifiquei aqui e ali.
Foram trechos como o que fala de sua alegria quando uma única leitora diz sentir imensamente sua falta, depois de alguns dias de ausência no blog. Eu me sinto assim tbm. O Filosofias aqui não tem um público grande (é mais amigos e família), e para falar a verdade não tô nem aí para este ínfimo índice de audiência. Poder, acima de tudo, pôr no papel virtual minhas idéias e ter manifestações realmente significativas e que fazem a diferença, para mim é o que há! É algo que faço com 'autoindulgência', termo usado por Julie para descrever a forma como Samuel Pepys escrevia. Escritor do sec. XVII, ele era quase que um blogueiro: escrevia sobre tudo o que lhe acontecia e também o fazia por prazer. Entretanto, por viver na era do papel, e não na era virtual, a grande maioria de seus escritos não chegou a ser lida. Diferente daquilo que escrevemos nos blogs de hoje em dia. Diários virtuais, onde expomos nossos pensamentos para quem quiser ler. E lê apenas quem quer.
Outros trechos que me marcaram foram aqueles em que Julie redescobre em algumas receitas o prazer puro e simples de comer e de cozinhar. Como por exemplo quando ela é apresentada por Julia ao tutano de boi. Ingrediente a princípio nada simpático, mas que no final das contas ela compara seu sabor ao de "uma transa muito boa" e depois a algo menos efêmero: ao "sabor de vida bem vivida".
Ou quando finalmente consegue reunir os amigos para comer uma refeição completa tirada do MtAoFC, e tudo corre bem, e tudo fica bom, e ela se pega observando seus convivas: "Estava me sentindo um pouco como uma das heroínas de James Austen, observando os amigos a quem tanto ama. (...) Nenhum de nós saberia com certeza a qual espécie pertencia, exatamente; mas enquanto fôssemos uma espécie que gosta de se reunir para comer e curtir uma noite maravilhosa, isso era o bastante. O que acaba provando, na minha opinião, que jantares entre amigos são como qualquer outra coisa: menos frágeis do que pensamos". E é exatamente assim que me sinto com relação aos convescotes que fazemos entre nossa turminha de amigos: não importa quanto tempo passemos sem nos encontrar, a boa mesa é definitivamente um fator agregador, e tudo fica melhor ao redor dela.
Ou quando ela chega à conclusão de que o cozinhar para ela é o seu worm hole (buraco de minhoca)pessoal, com o qual ela pode ter acesso, quando bem entender, a um universo paralelo onde a "energia jamais é perdida, simplesmente convertida de uma forma em outra; onde [ela] pega a manteiga, os ovos, a carne e prepara pratos deliciosos; onde [ela] pega a raiva, o desespero, e a revolta e, com [sua] alquimia, transforma em esperança e em uma arrebatadora motivação".
Ou até mesmo quando ela confirma algo que já foi escrito, re-escrito, encenado e cantado: que podemos seduzir, sim, cozinhando. Que o ato puro e simples de cozinhar, principalmente algo mais complexo, encerra em si "indetectáveis reservatórios de estímulos, não só gastronômicos, mas também sexuais". E que o simples ato de "fazer isso para outra pessoa, oferecer a ela deleites gustativos obtidos com dificuldade a fim de conquistar outros tipos de prazeres", pode, sim, ser considerado uma preliminar.
Uau! Como me empolguei! E poderia continuar aqui, retirando trechinhos e trechinhos deste livro, como se fossem bocadidtos daquela comidinha das mais gostosas, e depositados na sua 'boca' uma a um. Mas daí, eu tiraria toda a graça, né.
Resumindo, recomendo de com força.
Agora... antes que alguém pergunte, sugiro que você providencie o seu, porque o meu não vai ser 'perdido' por aí, não! Sorry!
Pelo trailer do filme, o roteiro aborda mais o lado da história de Julia Child, do que a de Julie Powell, mas vai ser interessante ver tudo sob outra perspectiva. É esperar para ver...
Julie & Julia era para ter estreado em agosto, mas agora está previsto para chegar às telonas no dia 27/NOV. Anotaí!
Filosofado por Sora Soralina :: 2:56 PM 5 pitacos
Index :: Cine-Rapidinha, Gastronomia, Livro da Vez
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