BYE-BYE, BABY BYE-BYE... 2





É...
Quel e Pê foram...
Quel, partiu para um emprego melhor, sua independência e amadurecimento. Oportunidade imperdível.
Pê foi a reboque...
Não é que eu queira passar a impressão de que éramos o trio E-VIVERAM-FELIZES-PARA-SEMPRE!
Os mais chegados sabem que não.
Mas sabem também que, não sou só Tia, eu sou 'PÃE' de Pê (pelo menos me considero)!
E a ficha também 'tombou' (não só caiu!) pra mim.
É exatamente o que uma amiga minha disse:

"Vi na barriga... e ele já tem quase 9 anos. Vai mudar tanto!
Esquecer da gente, dos nossos passeios, das visitas, das bagunças, de me dar a permissão p/ morder seu lóbulo da orelha, gordinho, gostoso... Vai voltar em 2007 (se voltar... ai) um adolescente, quase jovem..."

Idem... idem... idem...
Pois é... tô tentando amenizar a coisa. Fizemos um pacto de nos falarmos todo Domingo. Assim ele seria obrigado a lembrar de mim nem que seja na hora de ligar:

"- Ah mãe... tenho mesmo que ligar pra minha Tia?? Que saco!"

Fui passar as férias lá, marcar presença, sabe?!?
Mas a gente acha que tem tudo sob controle, quando não tem, porra nenhuma.
Pode ser que nada disso adiante...
Depois me toquei do seguinte... o lance vai ser a gente torcer para que todos os momentos que passamos junto com ele tenham deixado influências e marcas indeléveis.
Não a ferro e fogo, que não pode ser tirada mas pode ser mudada.
E sim igual a marca d’água de nota de R$100,00.
Olhando aqui e alí, você vê que está lá! Não tem como!

1 Pitacos:

Raquel Caroline disse...

Tem coisas na vida que são assim, a gente espera que mude mas não faz nada pra que isso aconteça. Outras, manteríamos tal qual sempre foi, tenta algemá-las ao pé da cama, mas nos parece areia escorrendo pelas mãos...
A vida é assim: a gente planeja algumas coisas, luta por elas, mas não se toca das mudanças que ela irá acarretar. E pensa: "ei, isso não, isso eu não quero que mude!" É como um processo em cadeia, onde está tudo entrelaçado e não tem como dividir, separar.
Minha vida com a Sora é assim (não falo foi porque ainda estamos vivinhas da silva, graças a Deus!), cheia dos tropeços, de cumplicidade e de amor, acima de tudo! Essa história de distância afastando as pessoas, eu me recuso a aceitar, gente! E vou lutar contra isso enquanto puder...
Pedro, enquanto ser pensante (depois que eles aprendem a falar, andar, já era!), vai perceber e solidificar essa percepção do que e de quem importa na nossa vida. Assim espero. Não importa a distância, os laços, a saudade e o que a vida faz pra nos conduzir.
Só quero que saibam: mudamos sim, de cidade, de vida e estamos mudando aos pouquinhos por dentro. Pra melhor espero. Porque não tem como as coisas ficarem eternamente como são; ou elas se deterioram ou melhoram. Estou lutando por isso. E tenho certeza que a Sora também.
Ela é mesmo mais que madrinha do Pedro e mais que minha irmã do meio. É amiga, no sentido mais simples da palavra!
E nossas vidas estão pra sempre entrelaçadas e isso não tem como mudar, creiam-me!

PS: Duvido que Pedro algum dia páre de querer receber aquela mordidinha na orelha ;)