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FILME DA VEZ - THE LAST AIRBENDER... e TAI CHI... e STAR WARS

Poster de divulgação
Domingo passado fomos assistir ao filme "O Último Mestre do Ar". Estávamos esperando por ele desde o ano passado. Eu, por causa das sequências inspiradas no TaiChi e o Filósofo-Sobrinho por ser fã da série de desenhos animados, mais conhecida como Avatar. O filme, baseado nesta série, é a última produção de M. Night Shyamalan, em mais uma tentativa [de novo!] de reproduzir o mesmo sucesso de O Sexto Sentido.

Se ele consegue? Bom... o filme como um todo não tem nada de mais [alguns diriam até "pelo contrário"!]. Computação gráfica a dar com pau... atuações nada supreendentes... roteiro raso e não muito fiel ao desenho [o que decepcionou deveras o Filósofo-Sobrinho]... e por aí vai...

As crianças saíram bravas [e põe bravas nisso!] do cinema, mas eu e Vivi, nos divertimos moooito! Acho que foi por não termos levado muitas expectativas conosco. Quanto ao TaiChi, tem sim... e muito! Deu até para eu me divertir bastante, tentando identificar formas e movimentos.

Resumindo... curti muito, sim senhor! Mas é filminho de Sessão-da-Tarde, visse?! Tenho que confessar!

Mas o que StarWars tem a ver com isso tudo?! Bom... SW não tem Tai Chi, mas um animador John Leo, fã da prática e do épico, produziu um pequeno vídeo onde ele colocou o Darth Vader para praticar a sequência de espada imperial, estilo Yang, 42 movimentos! É mos amigos! Para quem curte um dos dois (TC ou SW) espia só....

TEORIA BLOCKBUSTER

Ilustração daqui.
Como já havia dito, no findi fomos assistir ao Homem de Ferro 2. O filme é diversão garantida, mas confesso que a sensação que ele nos deixou é bem parecida com a de Alice. Os efeitos são ótimos (vc vai amar a cena dos acidentes na corrida) e a edição de som e imagem tbm se destaca. Robert Downey Jr continua ótimo na pele de Tony Stark e por aí vai... mas o enredo enfraqueceu bastante do 1º para cá. Nem a direção de Favreau consegue mascarar isso.

Estas sensações seguidas assim, fez com que Nani e eu levantássemos mais uma teoria para se juntar à Teoria Kopenhagen e à Teoria do Grude: é a Teoria Blockbuster.

O que seria, então, tal teoria? Bom... chegamos à conclusão de que filmes que investem pesado em tecnologia de efeitos especiais e publicidade, bem como em um elenco super-hiper-blaster-plus, acabam que pouca atenção dão ao enredo. Sabe comé?!? Resumindo: gastam todo o din-din com elenco e o visual do filme, e pouca grana sobra para o roteirista! E temos dito! Isso não quer dizer que o filme seja de se jogar totalmente fora. Vc até se diverte muito indo ao cinema. Mas não é lá essas coisas sabe comé? É claro que há exceções, como Matrix (o primeiro, claro!)... mas elas estão cada vez mais raras e isso, com certeza é assunto para uma outra teoria!

Aguardamos agora, apenas, o lançamento de algum estudo que a comprove.  Rsrs...

E você, o que acha? Pense aí e divida sua impressão conosco.

Bjs teoréticos da Rube...

FILMES DA VEZ: ALICE X HOMEM DE FERRO 2

So many things, so litttle time! Acabei que esqueci de dizer que fui ver Alice no seu dia de estreia, numa das primeiras sessões! Sorry guys! Não resisti! O comichão foi mais forte que eu!

E o que eu achei?!? Bom... sabe... eu gostei... mas não gostei.... sabe?!? Comassim?!?  Eu explico:

Alice é um espetáculo visual, que em se tratando de Tim Burtom, não é novidade! Fotografia, computação gráfica, figurino, direção de arte e edições (som e imagem) são impecáveis e de tirar o fôlego. Entretanto, o roteiro deixa moooito a desejar e compromete, inclusive, atuações como a de Johnny Depp, por exemplo. Mia Wasikowska no papel de Alice também é um cadinho insossa, e pouco mostra a que veio. Culpa dela ou do reoteiro. Hum... dúvida cruel! A única que consegue segurar bem a onda é a Descabelada (Helena Boham Carter), mas aí fica ainda uma fagulhina de dúvida: de onde vem o mérito, uma vez que ela é a concubina do diretor? 

Resumindo: O resultado final desta sopa de letrinhas, a meu ver, é um filme que se sustenta essencialmente pelo visual. Algo que Burtom sabe fazer com os pés nas costas, claro! Mas eu ainda tenho esperanças de voltar a ver sua excelência no conjunto todo, como em Edward Mãos-de-Tesoura e em Peixe Grande. Fazer o que?!? Eu tenho fé!

Ah! E hoje, ele... o supra-sumo do supra-sumo está de volta em sua armadura rubro-dourada-reluzente! Hoje estreia HOMEM-DE-FERRO 2, people!!!  Pensamento devocinonal: Plis... não me decepcione tbm! Não me deixe só, Robert! 

By the way... amanhã quem quiser ver comigo, já está convidado!

Bj da Rube... me liga!

Cartazes: Divulgação

FILME DA VEZ - BASTARDOS INGLÓRIOS

Ontem foi um domingo de moooita preguiça. Nos aboletamos todos na casa de Giggio, para continuar a comemoração de seu níver.

Além de uma massinha legitimamente siciliana (vou tentar extrair a receita dele depois), rolou champs estalando e filminho para arrematar a tarde.

Traçamos BASTARDOS INGLÓRIOS, para riscarmos mais este da lista. O filme é Tarantino na veia! Prepare-se!

Com atuações excepcionais (sinto cheiro de Oscar para Christoph Waltz!), Taratino mostra que deu uma apurada em sua direção, perceptível já nas primeiras cenas: a fotografia, os ângulos de tomadas e a simbiose entre os atores (que frame é aquele da morte dupla na sala de projeção!). Demais!

E a trilha sonora?! Como sempre, escolhida a dedo por ele, traz o faroeste spaghetti (inclusive o tema de O Dólar Furado) para marcar a presença americana na história! 

Muitos criticaram as cenas com os longos diálogos e eu até reconheço uma pesada na mão aí, mas do contrário não seria Tarantino, minha gente! A retórica afiada é uma de suas tantas marcas registradas. Outros disseram que ele "estrupou" a história, mas "estrupo", sim, seria Tarantino fazer um filminho cartesiano e documentarista sobre a temática nazista. Hello!

Resumindo... gostei muito do filme, e se você não gosta de Tarantino, meu amigo.... lo siento! Meu conselho? Não veja Bastardos. Simples assim.

Bjs 'bastardos' de sua cine-olheira...

FILME DA VEZ - AMOR SEM ESCALAS

Eles me atiçaram e tô indo alí, fazer o tira-teima.
Quando eu voltar, conto tudinho...

FILME DA VEZ - SHERLOCK HOLMES **SPOILER**

Gentem... o quê eu posso dizer?!? Apenas que Mr Holmes finalmente está de volta! E que volta! Apesar de trazer algumas modificações frente aos esteriótipos construídos, não por Conan Doyle1, mas por montagens teatrais e cinematográficas, SHERLOCK HOLMES  não poderia ter sido melhor retratado.

O filme tem a impressão digital de Guy Ritchie all over the place: da trilha incidental (caracteristicamente irlandesa, hobby de Ritchie) às cenas de ação cuidadosamente coreografadas e com um controle absoluto sobre a velocidade do seu quadro-a-quadro (John Woo2 ficaria com inveja das cenas com câmera lenta!). Passando pela fotografia com paletas saturadíssimas e pelos ângulos de tomadas que lhe são característicos. O que me faz chegar à conclusão de que Ritchie, definitivamente, produz melhor sem a ex-mulher em sua vida.

E Robert Downey Jr, então?!? *Suspiros*... mais uma vez ele dá um show de interpretação, entrando 'dicunforça' na pele de seu personagem. Em sua melhor forma (e que forma, para quem já passou o que ele passou!), ele traz à vida o humor ferino e aguçado, junto com uma personalidade inteligente, de uma forma charmosamente arrogante e orgulhosa na medida, sem fazer com que você o odeie por completo. Pelo contrário! Até mesmo em seus raros momentos de fraqueza (mulheres, amigos que casam e drogas), vc se solidariza a ele.

O Holmes de Robert e de Ritchie é fiel ao de Doyle. Isso, sem ser caricato ou deixar de ser humano. Ele é inteligentíssimo (caso contrário não seria Holmes), versa com propriedade sobre várias áreas do conhecimento, domina o boxe (e outras formas de lutas) e a arte do disfarce com maestria, adora um cachimbo (mas não aquele ridículo, inventado pela trupe teatral), é viciado em cocaína (o que era legal, naquela época), mas apenas o suficiente para 'libertar' a mente e 'clarear' o raciocínio (se é que vc me entende). Mas também é humano... e se deixa abalar pela única mulher que tem o intelecto e a perspicácia à sua altura e pela perspectiva de perder o parceiro Watson para o casamento.

Watson, aliás, é outra deliciosa surpresa do SHERLOCK de Ritchie. Diferente das múmias quase paralíticas retratadas em produções anteriores, aqui Lude Law encarna um Watson realmente parceiro de Holmes. Nesta versão Watson não é apenas o observador (e biógrafo) de Holmes, sofrendo constantemente com seu  comportamento paternalista. Aqui, no lugar de estar sempre um passo atrás de Sherlock, Watson está ombro a ombro com ele. Participando ativamente da ação e contribuindo (ainda que timidamente) para as intrincadas deduções de seu colega. E para meu deleite, em nenhum momento ele teve que escutar a debochada frase: "Elementar meu caro Watson, elementar!" Que, aliás, não existe nas obras de Doyle, diga-se de passagem.

Resumindo, apesar de toda a trama acontecer no final do século XIX, com a ajuda de um elenco extraordinário e de uma produção/direção cuidadosa e bem trabalhada (Que figurino! Ia me esquecendo do figurino!), Guy Ritchie consegue nos dar de presente um SH fielmente repaginado e atualizado, sem caricaturas do original.

Super recomendo!

E preparem-se para um SHERLOCK HOLMES 2, com certeza! Afinal, Porfessor Moriarty, mal deu o ar de sua graça! Uhoooo!

Bjs elementares de sua cine-olheira...

Imagem: Crop de poster de divulgação.

OBS 1: Arthur Conan Doyle, foi um escritor e médico britânico. 
Durante o final do sec. XIX tornou-se mundialmente famoso por suas histórias 
sobre o detetive Sherlock Holmes, consideradas uma grande inovação 
no campo da literatura criminal para a época.

OBS 2: John Woo, é um cineasta chines que ficou famoso em Hollywood 
por filmes como A Última Ameaça, A Outra Face e Missão Impossível 2.
Sua marca registrada são as cenas em câmera lenta intercaladas 
nas bem coreografadas sequências de ação (geralmente com pombos voando ao fundo).

FILME DA VEZ - AVATAR

Eu estava relutante em assistir a algo em 3D desde que a tecnologia foi relançada recentemente. Minha experiência com os óculos de papel e celofane bicolor envolveram enxaquecas e vômitos no cinema. Cena nada agradável.

Mas AVATAR tinha que ser visto em 3D! E lá fomos nós ontem, quase toda turminha reunida, munidos de óculos novos (amém!), crianças, pipoca, muita animação e ansiedade...

Não podia ter escolhido filme melhor para minha primeira vez! E desta vez, nada de 'incômodos' desagradáveis.

AVATAR é uma bordoada visual. E vê-lo em 3D é um must! Com um roteiro redondo - apesar de previsível em alguns momentos - o filme diz a que veio com seus efeitos deslumbrantes. A fotografia é de tirar o fôlego (que iluminação!) e a perfeição dos detalhes de seus personagens digitais só poderiam ser transmitidas com a nova tecnologia performance capture, que traduz de forma digital o desempenho e expressões dos atores reais. Desempenhos estes, aliás, todos excelentes! E com isso, de 15 em 15 minutos eu tinha que me lembrar de relaxar e de desgrudar da cadeira!

Discorrendo sobre os conflitos nas relações Humanos X Na'vis durante a colonização do planeta Pandora, de um jeito mutio parecido com a forma com que a história mostra que foi a relação Homem Branco X Índios (colonização americana), o roteiro te pega pela mão e o leva a passear por referências a filmes como Dança com Lobos, Matrix, Guerra nas Estrelas e até mesmo Titanic (a trilha sonora de James Horner, muitas vezes parecia querer dar a deixa para Leonardo DiCaprio fazer sua entrada).

Num conjunto total é um filme de ação/ drama/ romance, com um apanhado visual para lá de impactante! Mas é um divisor de águas assim como foi Matrix?!? Não sei... Talvez apenas tecnologicamente. O filme se destaca exatamente naquilo que James Camerom mais trabalhou durante este seu hiato produtivo: a tecnolgia para contar sua história do jeito que ele imaginou. E nisso, sim, JC é muito bom. Ele é um ótimo contador de histórias. E aqui, ele usa a tecnologia com maestria e como parceira irrefutável! AVATAR é estupefante! Os cenários... os personagens digitais... tudo! Eu e Bia ficamos imaginado como seria possível aquilo tudo se fazer concreto, saindo da cabeça de alguém. Que cabeça!

Mas dar o mérito maior aos efeitos não desmerece de todo o roteiro, sugerindo que ele seja fraco ou até mesmo 'chato' como Nani saiu bradando, em alto e bom tom! Rsrs... De jeito nenhum. Como disse, o roteiro é bem redondo e entrega uma história coerente, com pouquíssimos furos, e com início, meio e fim bem costuradinhos. Seguindo a fórmula Cameron, claro: 3 atos postos em sequëncia crescente, com um ato final que te prende indiscutivelmente.

Mas e aí... qual minha opinião final?!?! AVATAR é um puta filme! Uma experiência pela qual vc tem que passar. Principalmente se vc tiver acesso a salas de projeção 3D. De qualquer jeito, vá ver no CINEMA, pelamordedeus!! A única coisa legal do DVD vão ser os extras! Vai por mim...

E se eu o veria de novo?? Claro!!! E já combinamos tudo para o repeteco, me parece que com exceção de Nani, apenas. Rsrs... Bora??

FILME DA VEZ: "JULIE & JULIA"

Domingo foi a pré-estréia de Julie & Julia.

Cine-comichão generalizado! E lá fomos nós: eu, Nani e Vivi, assitir correndo!

O filme é tão delicioso quanto o livro, ou quanto a comida exibida nele! E não só com isso vc vai se identificar! Principalmente se for mulher... balzaquiana... e blogueira...

Eu tinha até começado a rascunhar um post gigantesco sobre todas estas referências mas daí, ontem de manhã, me deparei com o belíssimo texto escrito pela Fal. Um texto PPP, sabe? Perfeito, preciso e poético em todas as palavras! Quotei ele aí abaixo, na íntegra, pois é exatamente o que eu estava tentando dizer. Faço minhas as palavras dela.
Se você me pedir pra resumir a história (e se você não pedir, vou fazer isso do mesmo jeito), digo que é sobre uma secretária que, no começo dos anos 2000, resolve fazer um blog no qual contará suas experiências durante o ano em que faz as 524 receitas do livro Dominando a Arte da Culinária Francesa (Mastering the Art of French Cooking), de Julia Child. Essa experiência virou um livro. E o livro virou um filme.

Mas a história é, ao mesmo tempo, tão mais, que um texto só não dá conta. A história fala sobre ter coragem sempre, desistir todos os dias, famílias complicadas, casamentos felizes, lagostas vivas na panela, crises de nervos no chão da cozinha, blogs, seus leitores de blog, patos costurados, taças bonitas, roupas dos anos 50, cidades lindas, cidades horrorosas, carreiras que não vão pra lugar nenhum, carreiras que deslancham, escolhas e decisões – certas, erradas, dolorosas, ou ruins, muito ruins. Você se identificou? Seja bem-vindo.

E no filme, dum jeito muito mais bonito e claro do que no livro (e dói meu coração falar que alguma coisa em algum filme é melhor que num livro – seja ele qual for), a vida e o projeto de Julie (a garota dos anos 2000) é entremeada pela vida de Julia Child (trazida de volta à vida pela monumental Meryl Streep, impressionante no papel ), uma americana de mais de 1,80 m que, depois de trabalhar para o governo americano durante a Segunda Guerra, casa com o amor de sua vida e se muda para Paris (tem um detalhe engraçado que no livro fica mais... explicadinho que no filme: Paris era toda feita para mulheres de 1,50m, e a pobre Julia vive curvada e com dor nas costas. Sem alarde e sem fazer carnaval, a Meryl Steep passa o filme todo com ‘a mão nos quartos’. Ficou muito bem feito.). Em Paris ela descobre sua vocação, aprende a cozinhar, vai dar aulas de culinária e acaba se envolvendo no projeto dum livro. Todas as gracinhas que você vê a Nigella fazendo hoje, Child fez antes e melhor. Ela mudou a nossa relação com a comida, com escrever sobre comida, com o ato de comer e, na tela da televisão americana, ela foi um soprinho de ar fresco e diversão na caretice do comecim da década de 60. Ela foi mesmo muito importante. Ela é.

Para mim, o golpe de mestre do filme, foi ter mesclado o livro da blogueira Julie Powell com cenas tocantes da vida de Julia Child, tecendo assim uma biografiazinha ligeira, leve, engraçada e merylstreepisada da cozinheira.

As pessoas vão se apaixonar pelo filme por motivos diferentes. Vi um filme num grupo pequeno, delicado oferecimento da Sony pra divulgar o danado. A maior parte das pessoas dali eu conhecia da vida civil, não só da tela do computador, e dava pra sacar que a Isabel ria mais do que a Carina em determinadas partes, que algumas pessoas ficavam mais animadas do que outras com a quantidade de manteiga que Julie e Julia colocavam na comida e que minha mãe gemia pelos sapatos o tempo todo (Natália, mana, nós temos que ver juntas. Mana, as roupas dos anos 50 da Julia, as roupas retrô da Julie, eu só pensava em você. E O SAPATO que a Julia usa na última cena, MANA, eu só pensava em você MESMO).

Fiquei com um nó na garganta o tempo todo, durante toda a exibição. Apesar de adorar comida e venerar manteiga e querer todos aqueles sapatos, o que me fez morrer pelo filme foi o fato de que eu já tive um amor como o da Julia. Um homem meigo e engraçadíssimo, que apoiava toda e qualquer maluquice que eu inventasse, que apoiava dum jeito fora do normal qualquer esboço (e sempre foi só um esboço) de talento que eu tivesse e que botava uma fé descomunal em mim. Stanley Tucci na pele de Paul Child, o marido de Julia Child, está comovente. Mas sentado ao meu lado estava o Fernando Weno, cool até a medula e caso você não o conheça, um tremendo artista, e eu não podia dar vexame. Então, em minha defesa, quero declarar que não chorei. Muito. Bom, eu não solucei. Não funguei. Não assoei o nariz na lapela da camisa dele, o que se tratando de mim é um assombro de boa educação e comedimento. Eu estava lá fingindo que também sou cool e muderna. Eu não engano ninguém, nós sabemos, mas eu tento. Tento muito. De modos que, na medida do que me foi possível, quase não chorei.

Fazia um tempão que a vida me devia um filme assim.

Ah, e tão importante quanto todo o resto 1: Meryl Streep no papel de Julia Child está maior do que a vida. Ela vai ser indicada ao Oscar de novo. E se os arautos do apocalipse tiverem razão, e o filme sobre a vida do Loola for a indicação a filme estranja, creiam, só a Meryl Streep salvará nossa noite

Tão importante quanto todo o resto 2: quem não foi ver o filme conosco perdeu a Célia de aplique, salto, batom cor de uva e com quase todo o ouro que já foi garimpado no planeta pendurado naquele corpo bem torneado. Célia abalou

Eu vou estar aqui no Drops durante um mês, convidada pela Sony, falando do filme, da M. Streep, do livro, das receitas, da manteiga, da coragem descomunal que a pessoa tem que ter pra jogar lagostas vivas na água fervendo, da vida e, claro, de sapatos. Então, oi.

Ah! E quando for assistir ao filme, vá de estômago forradinho, pois não importa a hora que vc vai sair do cinema; você vai querer sair dali direto pr'um supermercado 24h!
Eu fui!

OVERDOSE DE ALICE


1ª Dose - E lá vou eu falar de Alice de novo... Mas o que é que eu posso fazer?! O Filme tá chegando! E aqui no FILOSOFIAS já estamos na ansiedade desde o primeiro bizu. A expectativa é grande porque, para destrinchar o universo, sombrio, melancólico, bizarro e nonsense de Alice, ninguém melhor do que o também sombrio, melancólico, bizarro e nonsense Tim Burton.

2ª Dose – Para completar o Museu de Arte Contemporânea da USP, inaugura a mostra "Um Mundo sem Medidas". Não é Alice em sim, mas trás para nós o trabalho de dez artistas plásticos contemporâneos, com esculturas, fotografias, pinturas, desenhos e projeções performáticas. A idéia da curadoria é explorar noções de espaço, tempo e dimensões inspirados no universo lúdico de Alice.


3ª Dose – a Cereja do Bolo quem vai colocar é a Editora Cosac Naify, que lança agora no fim do ano uma edição especial de “Alice no País das Maravilhas”, com ilustrações de Luiz Zerbini, posfácio de Nicolau Sevcenko e um acabamento especial para colecionadores: a reprodução de uma caixa de baralho!

É uma 'overdose' no melhor dos sentidos!

FILME DA VEZ - O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON

Trocadilhos à parte, nossa 'curiosidade' era grande e não dava para esperar... daí, Eu e a cine-parceira fomos conferir O Curioso Caso de Benjamin Button...

Digam o que quiserem dizer, mas eu a-m-e-i o filme! Baseado num conto de F. Scott Fitzgerald, Benjamin Button conta a história de Benjamin (dah!), que nasce um bebê, mas num corpo octogenário e decrépito, que com o tempo segue contra a correnteza do tempo, rejuvenescendo dia a dia até chegar ao fim de sua vida assim como deveria ter começado.

Como disse Nani, o filme é redodinho. E sem ser entediante, tão pouco totalmente previsível. O roteiro bem adaptado por Eric Roth (Oscar por Forrest Gump) faz com que as quase 3h passem sem sentirmos e tem mais: cada minuto, cada ato, está ali no seu devido lugar, totalmente necessário para levar a história do início ao seu fim, evoluindo e desenrolando praticamente sem rebarbas dispensáveis.

Benjamin Button é sem dúvida um concorrente a prêmios (os técnicos com certeza). Foi indicado a 5 Golden Globes, 11 Baftas, abocanhou outros 3 prêmios e deve chegar com algumas indicações ao Oscar também. A maquiagem realmente é de uma perfeição, já notável nas primeiras cenas. A fotografia é de um cuidado e de uma beleza que emociona. A trilha sonora... Ah, a trilha sonora.... para mim, poderia muito bem ser considerada mais um personagem, que desempenha papel tão essencial quanto os outros e evolui junto com a trama.

Falando em personagens, Brad Pit foi uma ótima escolha para o papel principal. Ele consegue dar a Ben aquele olhar inocente, perdido e ao mesmo tempo encantado com tudo que lhe é novo, nos momentos em que desempenha um adolescente-idoso maravilhado. Algo que me fez ter um déjà vu de sua atuação em Lendas da Paixão. Cate Blanchett também está sob medida para sua personagem e suas cenas de dança foram super bem feitas. Só me pergunto uma coisa... por que Julia Ormond?? Além de estar estranhamente envelhecida, algo que não era exatamente uma exigência da personagem (será que esqueceram dela na hora da maquiagem), ela não convence muito em seu papel... sei lá, como se estivesse 'desconfortável' na pele de Caroline ou algo parecido.

É também um filme de essência tocante sem ser piegas ou exageradamente otimista. Os temas abordados nos levam a reflexão saudável... Fala-se de morte, com mais naturalidade até do que se fala de envelhecimento. Fala-se do desprendimento com que se deve encarar e abraçar o novo, afinal... a vida é curta, seja ela contada de trás para frente ou não.

Enfim... Recomendo di-cum-força!

FILME DA VEZ - O DIA EM QUE A TERRA PAROU

A pissoua querida fala comigo no skype e diz que lembrou de mim...

Lembrou naaaada! Na verdade quis foi me fazer inveja (da boa, claro!)!

É... ele e a sua parceira no crime já estão com ingressos comprados para ver a estréia da refilmagem de O DIA EM QUE A TERRA PAROU amanhã, lá nos isteitis. Isso nem seria lá tão provocante assim... não fosse o cinema escolhido: uma sala IMAX!

A sala perfeita para ver este tipo de filme! Ai... ui!

E para nós aqui, só dia 09/JAN, e em salas que nem chegam aos pés de um IMAX.

Te contar, viu!

FILME DA VEZ - O PROCURADO ***SPOILER***

Nesta semana fomos assistir ao filme O PROCURADO, arrasa quateirão baseado no gibi Wanted de Mark Millar. Eu estava simplesmente com cine-comichão para ver este filme.

Mas se vcs me perguntarem o que achei, eu vou dar uma de Tancinha e bradar: "Eu me estou divididinha, divididinha!"

Sim, o filme tem um apelo visual de babar!!! O que já era esperado! Afinal quem está na direção do blockbuster, à velocidade da luz, é o russo, Timur Bekmambetov. Bekmambetov ficou famoso internacionalmente em 2004 com o filme Guardiães da Noite - produção totalmente russa -, principalmente pela sua direção visceralmente visual! As cenas de ação de O PROCURADO são de tirar o fôlego e já meio até que superam Matrix - em alguns momentos até fantasiosamente um tantinho além da conta (alguém me diz que história é aquela da bala que 'viaja' pela cidade inteira mezzz?!?). Mas até aí tudo (muito) bem...

Sim, James McAvoy está ótimo no papel do perdido e fracassado Wesley Gibson. Sua atuação evolui, paulatinamente, acompanhando as surpreendentes mudanças na vida de seu personagem sem patinar muito. Hum... Agora, já não sei o que dizer de Angelina Jolie e Morgan Freeman. Sei lá, entende?!? Eles nem fedem, nem cheiram... Porque eles estão alí fazendo o meeeeesmo papelzinho que já fizeram umas... deixa ver... 'N' vezes!! Bom, mas falando em patinar... vamos dar a César o que é de César, né povo! Até mesmo porque a gente pode meio que pôr a culpa no roteiro.

Sim, o roteiro... aí se encontra o 'pic' que leva à minha dividida aceitação. O enredo todo é realmente uma queda vertiginosa no buraco de Alice! Vai por mim... Uma sucessão de impossibilidades (até aí tudo bem!) e de inexplicabilidades inconsequentes que não dá para engolir ignorar! O que acontece com o tanto de pessoas envolvidas nas balas cruzadas? E no ônibus tombado? E nos carros explodidos? E nos trens derrubados de despenhadeiros? War-between-good-and-evil casualties? Como eles têm o dom de acertar a tal da bala curva (até mesmo em uma trajetória circular de 360 graus!) numa pessoa virando a esquina, parar uma bala com a outra em plena correria em um trem chacoalhando, mas não acertam um no outro?!? E de onde vem a tal da 'voz' daquele tear-dedo-duro mezzz, pelo amor-do-meu-Jesus-Cristinho?!?! Ah... E isso para nada dizer daquela cena: Luke Wesley, I'm your father! Tá certo que eu nunca acompanhei este gibi e nem sei se o estrago já vem do dito, mas... P-leeeease!

Bom... resumindo: eu gostei, mas nem tanto, entende?! Recomendo sim, se vc estiver o ânimo de curtir uma cine-diversão descompromissada com conteúdo e totalmente engajada na adrenalina! Acho que estou sofrendo da mesma síndrome do filme Transformers... Neste caso também chego a cogitar transformá-lo num big videoclip, bastaria cortar alguns blá-blá-blás e acelerar alguns trechos das intermináveis cenas de câmera lenta - até John Woo concordaria comigo que houve um certo exagero. Mas bem... quem sabe, agora que a bola da mina expectativa baixou, vou ver o filme de novo, assim como quem não quer nada, só para levantar uma segunda opinião. Rsrs... Alguém aí quer companhia?!?

Bjs divididos (em parcelas a perder de vista) da sua cine-fênix-olheira...

Rube
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Poster: Divulgação

FILME DA VEZ - KUNG FU PANDA - UPDATE*

Estréia hoje KUNG FU PANDA - juntamente com "O Escafandro e a Borboleta" e com "Hancock". A animação, com as vozes de Jack Black, Angelina Jolie, Lucy Liu, Jackie Chan e Dustin Hoffman, chega às telonas da cidade prometendo desbancar o furacão SHREK.

Agora, muito cuidado!! Aviso aos cine-navegantes direto dos lábios mais vermelhos e encarnados que existem: Mantenham seu derrière colado na cadeira e seus olhos pregados na telinha até todas as letrinhas subirem!! Caso contrário... já sabem, né?
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* SKADOOSH! Awesome!!! Actualy... full of awesomeness!!! All kung fu-ey!!! A must-must-must see movie!

FILME DA VEZ - ESTÔMAGO ***UPDATE***


Não vejo a hora de ver ESTÔMAGO! O filme já estreou no eixo Rio-Sampa, mas inda não chegou por essas paragens. Comichão! Comichão! Comichão!

Do que se trata ESTÔMAGO? Como o próprio nome sugere, o filme fala de comida, mas ele é melhor definido como sendo “uma fábula - nada infantil - sobre poder, sexo e culinária”. A história é inspirada no conto "Presos pelo Estômago", do livro "Pólvora, Gorgonzola e Alecrim", de Lusa Silvestre.


ESTÔMAGO marca o debut em longas do diretor Marcos Jorge, cujas origens passaram pelo jornalismo, pela publicidade e pela fotografia. Sua direção é excepcional, e casada com atuações como a de João Miguel (protagonista) é, com certeza, a fórmula - nada secreta - do sucesso do filme.

Qualquer pessoa que tenha uma relação visceral com a culinária PRECISA ver ESTÔMAGO (me included).

Portando 'prestenção' nas dicas desta cine-olheira aqui:

Dica 1: Não perca o filme de jeito algum!
Dica 2: Não tem companhia para ir ao cine? Problema resolvido: Me chame!
Dica 3: Passeie pelo site oficial, e caso vc seja daqueles que arrisca vôos culinários, vá até a área de Multimídia e baixe o PDF do Livro de Receitas.

Vc não vai se arrepender!

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UPDATE
ESTÔMAGO fez parte do sortido 'cardápio' cinéfilo da turminha neste feriadão. Os atores dão show! Sem falar no roteiro amarradinho, na cuidadosa produção e na criativa direção. Resumindo? Muito bom! E rola aviso aos navegantes... Para quem achou que o filme traz cardápios nojentos e usou disso como argumento para não ir vê-lo... pode esquecer! Não é bem assim. Acho que só uns dois 'pratos' do cardápio do filme se encaixam nesta expectativa. E é algo tão en passant que nem dá para chocar. Na verdade nós - sem exceção - saímos do cine com vontade de comer algo a ver com o 'menu' fictício! Rsrs... Portanto as dicas, principalmente a 1 e a 2, ainda estão valendo, visse! É... porque eu até topo ver o filme de novo.
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FILME DA VEZ - LOUCAS POR AMOR, VICIADAS EM DINHEIRO

O filme do cineminha com a tchurminha esta semana foi LOUCAS POR AMOR, VICIADAS EM DINEIRO. Diversão leve, descompromissada e garantida. Surpresa, pra mim, foi ver o Ted Danson, de cabelos branquinhos, branquinhos, fazendo o papel de marido da Diane Keaton. Apesar deles serem quase da mesma idade sempre tive a impressão de que ele fosse beeem mais novo. Anyway... assiste lá e depois me conta o que vc achou.

SPEED RACER - O CARRO

Chega ao Brasil a réplica oficial do Mach 5.
Onde?? Em Sampa, claro! :-s
Quer saber mais?? Tá aqui, ó...
Ah! Só para refrescar a memória de vcs...
Speed Racer estréia dia 09 de maio.
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Foto: WebMotors

FILME DA VEZ - JUMPER


Ontem eu e a tchurminha fomos assitir a JUMPER. Não, o filme não é nada de mais. Bom, quero dizer... a idéia do filme até que é boa, mas foi muito mal explorada pelo roteiro fraquinho e cheio de furos. Infelizmente! Além disso, as atuações de Rachel Bilson (The O.C.) e de Hayden Christensen (Star Wars) não convencem. Em contrapartida, Jamie Bell (Billy Elliot) e Samuel L. Jackson conseguem salvar um 'cadinho' do filme - ou pelo menos o que o script permitiu. Falando nele, Jackson mais uma vez surpreende, nem tanto pela atuação, mas por fazer um papel totalmente inesperado. Aliás, o fato dele transitar por personagens como Carl Lee de 'Tempo de Matar' e Nevile de 'Serpentes a Bordo', com a mesma desenvoltura e constância, nunca deixará de me surpreender.
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FILME DA VEZ - PERSÉPOLIS

Domingo, eu e minha cine-parceira, fomos ver o filme que faltava em nossa lista dos indicados ao Oscar: Persépolis.

Apesar de ser uma animação, o filme está a milhas e milhas de distância de ser distração para crianças. É um filme adulto, feito para adultos. E, pesoalmente, acho uma pena que ele não tenha sido indicado para uma categoria de maior peso – Melhor Filme Estrangeiro, por exemplo - onde, com certeza concorreria em igualdade de condições.

Baseado na obra autobiográfica da cartunista iraniana Marjane Satrapi, o filme relata a vida de ‘Marji’ desde quando era uma criança precoce, às voltas com a participação de sua família na revolução política que derrubou o Xá do Irã, passando pela adolescência reprimida pelo regime tradicionalista Islâmico, até chegar ao seu exílio voluntário em Paris.

Persépolis nos presenteia com um drama pessoal forte, mas poético, muito bem amarrado e contextualizado historicamente, pincelado com sensibilidade e humor ímpares.

A animação - fruto da parceria de Marjane com Vincent Paronnaud (colega cartunista) - é fiel ao estilo visual do livro: quase toda em preto e branco, com um minimalismo pungente e requintado, que só faz ressaltar a beleza e o tom poético da narrativa.

Além do forte impacto visual o filme tem como ‘plus’ a edição, a trilha sonora impecável e as vozes emprestadas por Catherine Deneuve, Chiara Mastroianni (filha de Deneuve com Marcello Mastroianni), Sean Penn, Gena Rowlands e Iggy Pop.

Resumindo? Imperdível!!
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FILME DA VEZ - O GÂNGSTER

Eu e Nani assistimos ao filme O GÂNGSTER ontem. E chegamos à conclusão de que o filme é... 'bom'.

Tem atuações boas... como a de Denzel Washington , que consegue nos presentear com um 'gângster', ao mesmo tempo, implacável e encantador. Russell Crowe, como sempre, também dá conta de seu recado, apesar de - pela primeira vez em anos - estar 'vestindo' um personagem coadjuvante. E Ridley Scott... bom, ele é ele, e dificilmente erra a mão. O roteiro também é bom - apesar de sua duração (157 minutos) poder muito bem ser reduzida em 1/3 -, mas divaga em uns pontos e é um tanto quanto previsível em outros. A fotografia e a caracterização da época sim, são excelentes!

Mas, no frigir dos ovos, colocando tudo na balança, agora percebo porque ele não ganhou o GLOBO DE OURO e não foi indicado às grandes categorias do OSCAR. Não sei se criei expectativas demais para o filme mas, para mim, O GÂNGSTER é apenas isso: um 'bom' filme, com nomes de peso.
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FILME DA VEZ - DESEJO E REPARAÇÃO

Imagem de divulgação.

Bom... mutcho bom! Vá ver! By the way... Ele recebeu ontem o Golden Globe de Melhor Filme - Drama, e Melhor Trilha Sonora viu?

Mas tbm... Tem um James McAvoy dando um show! Tem uma trilha incidental super criativa! E tem uma fotografia e direção de arte de fazer suspirar.

Só uma coisa me deixou meio assim... fiquei com a (pesada!) impressão de que teve mais DESEJO que REPARAÇÃO. Rsrs...

Nani concorda. E VC, o que acha!
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